quarta-feira, 8 de abril de 2009

DICIONÁRIO DA PESCA

A
Arranque:linha amarrada à frente da linha principal de maior resistência e diâmetro
Argolado:quem termina a pescaria sem fisgar nada. É o mesmo que dizer que o pescador é sapateiro


B
Baixamar:nível mínimo de uma maré vazante
Bater isca:arremessar as iscas nos pesqueiros
Bater fofo:no Rio Grande do Norte, quer dizer que o pescador não pegou nenhum peixe na pescaria
Bateu na porta:quando o pescador consegue jogar a isca próximo ao lugar onde o peixe está
Batida:investida do peixe à isca e/ou técnica usada para pesca de pacus com longas varas de bambu e iscas-coquinhos
Blacklash:o mesmo que cabeleira
Backing:em inglês, linha reserva usada antes da linha de fly para peixes de corridas longas, também ajuda a evitar memória na linha de mosca, comum ser em algodão trançada, sem elasticidade
Baitcasting:termo em inglês usado para pesca de arremesso com carretilhas
Blade:em inglês, as lâminas usadas no spinner ou spinnerbait
Boquera:ocorre quando dois pescadores vão juntos à pescaria e um consegue pegar uma quantidade muito maior de peixes do que o outro
Bruto:Peixe raçudo, briguento
Bug:em inglês, isca de fly bem volumosa e flutuante


C
Carnívoro:peixe que se alimenta de carne, como sapos cobras ratos peixes e outros
Cabeleira:quando solta a linha em torno do carretel da carretilha
Calça branca:pescador iniciante, com pouca ou nenhuma experiência
Cangapé:no dicionário potiguar significa salto do peixe, pirueta que ele dá no ar
Cantar frição:é o barulho que o equipamento faz quando o peixe, depois de fisgado sai em disparada
Casting:termo em inglês que significa arremesso. Também dá a capacidade de arremesso de uma vara em gramas ou onças
Catibinha ou chamadinha:ato de fazer a isca chamar a atenção do peixe pelo barulho ou movimento brusco no lugar em que se está pescando
Chasquear:fisgar
Colher:iscas artificiais que possuem a forma de colheres sem o cabo (côncavas, convexas ou onduladas)
Corrico:tipo de pesca em que as iscas são soltas a uma certa distância do barco para em seguida serem puxadas. É usada bastante para cobrir grandes áreas.


D
Damsel:em inglês, moscas que imitam libélulas
Detonar:quando o pescador vai até um pesqueiro e tira todos os peixes
Dedo atolado ou enterrado:(estar com ou voltar com) também se refere ao fato de não pegar peixes. Exemplo: hoje ainda estou com o dedo atolado


E
Estouro:quando o peixe bate a isca na flor da água
Encaçapou:quando o pescador está com o peixe no passaguá (coador)
Encachorrar:Manter um peixe dentro d'água com intenção de fisgar o outro que acompanha o peixe fisgado
Embodocar:o mesmo que vara envergada
Encharutou a isca:costuma-se dizer quando o peixe põe toda a isca na boca
Equipamento ultra light:tralha muito leve
Equipamento light:tralha leve
Equipamento pesado:tralhas usadas para pegar grandes peixes de couro
Está ferrado:expressão usada quando o anzol engata na boca do peixe
Estofo:também conhecido como reponto de maré, ocorre entre marés, período em que não há qualquer alteração na altura e nível


F
Fajutar:quando o peixe vem atrás e desiste por alguma razão de abocanhar a isca
Ferrar:fisgar o peixe
Fervura:pequena ondulação na superfície da água causada pelo ataque de algum cardume a pequenos peixes
Floating:em inglês significa flutuar. Essa expressão é usada para linhas de fly ou iscas artificiais
Fluorcarbono:matéria prima mais resistente à abrasão com menor elasticidade e maior transparência. É muito usada para confecção de leader
Flyfishing:pesca em que as iscas são imitações de moscas
Forquilha:situação em que o peixe está fisgado
Frog:isca artificial de silicone ou plástico que pretendem imitar animais aquáticos, como rãs, sapos e pererecas, e até alguns mamíferos como ratos


G
Galhada:lugar com muitos galhos
Gaff:bicheiro em inglês
GPS:sigla de Global Position Sistem, aparelho eletrônico usado para facilitar a navegação por um sistema de posicionamento global feito por satélite
Grub:isca artificial macia e flexível de silicone ou borracha em forma de verme


H
Hackle:pena usada para montagem de moscas
Hair wing:moscas cujas asas são feitas de pelo
Half Hitch:nome de um nó
Hook:anzol, em inglês.
Hook Keeper:acessório usado para prender o anzol na vara


I
Interline:vara cuja linha passa por dentro do corpo da vara (blank). Não há passador.
Iscólatra:pescador viciado em iscas artificiais
IGFA:abreviação de International Game Fish Association. Associação que homologa os recordes do mundo inteiro.
Intermediate:classificação da linha de fly de densidade 1, igual ao da água.


J
Jarda:medida de comprimento. Uma jarda eqüivale a 0,9144 metro
Jumping jig:isca artificial de fundo em formato de pequenos peixes, fabricados em metais pesados como chumbo, aço e cobre
Jig:isca artificial de fundo montada com anzóis simples com cabeça de chumbo, como trailer. São feitas de materiais diversos e em vários formatos
João-pepino:apelido da isca importada jumpin´ minnow, rainha na pesca dos tucunarés. As de ação similar levam o mesmo nome


K
King salmon:espécie de salmão
Knot:nó em inglês


L
Linguiceiro:quem pesca com iscas naturais, vivas
Largo:diz dos pescadores que em um dia pegam muito mais peixes que seus companheiros
Libras (lb):sistema de medida usado para designar a resistência das varas e linhas
Lingue-lingue:pescaria feita com varas de bambu
Lombriga:peixe pequeno
Levantar:quando o pescador insiste com isca de superfície até o peixe aparecer


M
Mala:companheiro de pesca ou pescador chato e inconveniente
Malhar:cobrir o pesqueiro com inúmeros arremessos
Mamando a isca:costuma-se dizer quando o peixe dá pequenos toques na isca sem morde-la
Manhoso:quando o peixe está lento
Matreiro:esperto
Memória da linha:quando permanece por muito tempo no carretel, a linha tende a ficar torcida e enrolada. Então diz-se que ela está com memória
Mole:pega sutil na isca
Muvuco:local onde está o peixe (buraco no meio de galhadas)
Mosca:são todas as iscas artificiais fabricadas para o uso com equipamento de fly, atadas com materiais naturais ou sintéticos em torno do anzol simples, imitando insetos, larvas, vermes, pequenos peixes e animais
Mosca seca (dry):iscas flutuantes que imitam o estágio adulto do inseto
Mosqueiro:o mesmo que o pescador que pesca com fly
Minhoca:isca artificial que pretendem imitar minhocas e até répteis, fabricadas em silicone
Mucureiro:pescador que mata todos os peixes


N
Ninfas:iscas de fly que imitam o estágio aquático das larvas.
Net keeper:peça usada para prender o puça no colete
Needle knot:nó usado para prender o leader a linha de mosca e conhecido por nó da agulha


O
Onça (oz):sistema de medida usado para pesos das iscas ou designar a potência de arremesso.
Óculos Polarizado:óculos com lentes que recebem tratamento especial que ajuda a cortar o reflexo da água


P
Passaguá:coador
Pegadeira:momento de grande atividade de peixes atacando as iscas.
Peixe "entocado" ou "enrolado":esses termos são usados quando o peixe depois de fisgado procura algum lugar para se esconder e se proteger
Peixe boiando:fala-se quando o pescador consegue visualizar o peixe na superfície
Pesca de arremesso:típica de iscas artificiais. O pescador lança nos pontos promissores e recolhe dando movimento à isca
Pé frio:ruim de pesca
Pé quente:bom de pesca
Piscivoro:peixe que se alimenta exclusivamente de peixe
Passar o pano:usar o passaguá
Pinchar:arremessar
Pindocar:trabalho de fundo com jigs de vários tipos
Plug:isca artificial em formato de peixes, fabricada em materiais rígidos como madeira, acrílico, fibra e plásticos duros.
Preamar:nível máximo de uma maré cheia.
Poita:pescador preguiçoso, que não faz nada. Entra no barco e só se mexe para pescar


Q
Quadrate:vara de fly feita com bambú de 4 lados 
Quill:haste da pena de galo muito usada para montar o corpo de moscas secas


R
Rebojo:movimento do peixe na superfície
Refugou:Não quis pegar a isca
Rio na caixa:quando as águas do o rio estão no leito
Rig:termo em inglês para montagem de chicotes
Rodada:pescaria feita com o barco solto, sem estar apoitado


S
Sair sapateiro:é o mesmo que bater fofo. Sair da pescaria sem nenhum peixe
Sink tip:linha de fly em que apenas a ponta afunda e o restante flutua
Sinking:em inglês, afundar. Usada para linhas de fly ou iscas artificiais
Sizígia:maré de grande amplitude 
Sonda:aparelho que ajuda a identificar estruturas debaixo d´água, o tipo de fundo e também mede a profundidade da água
Spincast:instrumento usado pelos iniciantes. Híbrido entre carretilha e molinete
Spinning:termo em inglês para molinete. Vale para designar pesca com molinete
Spinner:iscas artificiais dotada de lâminas que giram quando tracionadas, algumas possuem trailer, plumagens ou materiais sintéticos
Shad:isca artificial em formato de peixes fabricadas em materiais flexíveis e macios como silicone e borracha
Streamer-bucktail:são iscas que imitam pequenos peixes ou animais aquáticos. Os streamers são feitos com penas ou plumas e os bucktails com pêlos.
Strike:o mesmo que ferrada. Termo em inglês que designa alavanca ou movimento para capturar o peixe. Significa também pode ser o mecanismo usado nas carretilhas de pesca oceânica


T
Tá na foto:momento que o pescador consegue tirar o peixe da água
Teasing:isca ou aparato para atrair o peixe sem anzol ou garatéias
Tomando linha:os pescadores costumam gritar com emoção quando o peixe arranca a linha do carretel em corridas violentas
Trailer:chamariz adicionado ao anzol em iscas como o spinnerbait e o rubber jig
Trailer hook:anzol extra adicionado ao anzol spinnerbait
Tralha:todo material de pesca
Treble hook:garatéia em inglês
Trick:peixe pequeno
Tune up:nome em inglês usado ao ato de balancear a isca artificial fazendo alterações que modifiquem seu trabalho, por exemplo, mexer no pitão para alterar a direção de nado da isca
Turbinar:modificar a isca


U
Uni Knot:nó único
Underfur:sub pêlo
Upstream:pescaria realizada subindo o rio


V
Vest:coletes usados na pesca
Vise:morsa usada na montagem das iscas de fly


X
Xaréu:espécie marinha muito procurada pelos pescadores


W
Wet fly:o mesmo que mosca molhada


Y
Yard:Jarda em inglês


Z
Zara:modelo de isca americana feita pela Heddon que imita o "nado" de um réptil, um zig zag que lembra a letra Z. Todas as iscas semelhantes acabam sendo chamadas de zaras
Zóio de lula:quando um parceiro joga a isca em cima da sua na ação do peixe

segunda-feira, 23 de março de 2009

AMIGO PESCADOR CONHEÇA ALGUMAS CARACTERISTICAS DOS PRINCIPAIS PEIXES MAIS PROCURADOS

Pirarara  

Phractocephalus hemioliiopterus. Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Peixe de couro, de grande porte. É caracterizado pela cabeça enorme, fortemente ossificada, com uma placa óssea localizada antes da nadadeira dorsal. É um dos peixes de couro mais coloridos da Amazônia. Sua coloração é muito bonita, sendo o dorso castanho esverdeado, os flancos amarelados e o ventre esbranquiçado. As nadadeiras dorsal e caudal são alaranjadas. Pode chegar a mais de 1,50m de comprimento total e mais de 50kg. Ocorre no canal dos rios, nos poços logo após as corredeiras, várzeas e igapós, inclusive nos tributários de águas pretas e claras, alcançando as cabeceiras e parte do estuário do Amazonas. Alimenta-se de peixes, frutos e caranguejos. Tem a reputação de atacar seres humanos, principalmente crianças. Atinge 50kg e 1,2 metro de comprimento, e é encontrada na região Norte e nos estados de Mato Grosso e Goiás

Tabarana ou Tubarana  

Salminus hilarii. Bacias do São Francisco, Prata e Araguaia-Tocantins. Peixe de escamas; espécie de médio porte, cerca de 40cm de comprimento total. O focinho é pontiagudo e a boca terminal com dentes cônicos em duas fileiras, tanto na maxila superior quanto na mandíbula. A coloração é cinza esverdeado e as nadadeiras avermelhadas. A nadadeira caudal possui uma faixa escura na região central. Apresenta mancha na região umeral e na base da nadadeira caudal. Espécie piscívora. Vive normalmente em locais de correnteza.

Tambaqui  

Colossoma macropomum. Bacia amazônica. Peixe de escamas; corpo romboidal; nadadeira adiposa curta com raios na extremidade; dentes molariformes e rastros branquiais longos e numerosos. A coloração geralmente é parda na metade superior e preta na metade inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água. Os alevinos são cinza claro com manchas escuras espalhadas na metade superior do corpo. O tambaqui alcança cerca de 90cm de comprimento total. Antigamente eram capturados exemplares com até 45kg. Hoje, por causa da sobrepesca, praticamente não existem indivíduos desse porte. Espécie migradora, realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos/sementes. Durante a seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar. Nessa época, não se alimentam, vivendo da gordura que acumularam durante a época cheia. Uma das espécies comerciais mais importantes da Amazônia central. Atinge 30kg e 1,2 metro de comprimento, e é encontrado na região Norte, além dos estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Traíra  

Hoplias malabaricus. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e do Atlântico Sul. Peixe de escamas; corpo cilíndrico; boca grande; dentes caninos, bastante afiados; olhos grandes; e nadadeiras arredondadas, exceto a dorsal. A cor é marrom ou preta manchada de cinza. Chega a alcançar cerca de 60cm de comprimento total e 3kg. Predador voraz, solitário, que pode ser encontrado em águas paradas, lagos, lagoas, brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés, geralmente entre as plantas aquáticas, onde fica a espreita de presas como peixes, sapos e insetos. É mais ativo durante a noite. Apesar do excesso de espinhas, em alguma regiões é bastante apreciado como alimento. Atinge 3kg e 60cm de comprimento, e é encontrada em todas as regiões do país.

Trairão  

Hoplias lacerdae. Bacias amazônica (áreas de cabeceiras dos tributários), Araguaia-Tocantins e do Prata (alto Paraguai). Peixe de escamas; corpo cilíndrico. Pode atingir 20kg e mais de 1m de comprimento total, mas exemplares desse porte são difíceis de encontrar. A coloração é quase negra no dorso, os flancos são acinzentados e o ventre esbranquiçado. Espécie piscívora, muito voraz. Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos. Muito cuidado ao retirar o anzol da boca do trairão porque a mordida é forte e os dentes afiado. Atinge 20kg e 1 metro de comprimento, e é encontrado nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e São Paulo.

Tucunaré     

Cichla sp. Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins, mas foi introduzido nos reservatórios da bacia do Prata, em algumas áreas do Pantanal, no rio São Francisco e nos açudes do Nordeste. Peixes de escamas; corpo alongado e um pouco comprimido. Existem pelo menos 14 espécies de tucunarés na Amazônia, sendo cinco espécies descritas: Cichla ocellaris, C. temensis, C. monoculus, C. orinocensis e C. intermedia. O tamanho (exemplares adultos podem medir 30cm ou mais de 1m de comprimento total), o colorido (pode ser amarelado, esverdeado, avermelhado, azulado, quase preto etc.), e a forma e número de manchas (podem ser grandes, pretas e verticais; ou pintas brancas distribuídas regularmente pelo corpo e nadadeiras etc) variam bastante de espécie para espécie. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal. Espécies sedentárias (não realizam migrações), que vivem em lagos/lagoas (entram na mata inundada durante a cheia) e na boca e beira dos rios. Formam casais e se reproduzem em ambientes lênticos, onde constroem ninhos e cuidam da prole. Têm hábitos diurnos. Alimentam-se principalmente de peixes e camarões. São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las, o que os torna um dos peixes mais esportivos do Brasil. Quase todos os outros peixes predadores desistem após a primeira ou segunda tentativa malsucedida. Todas as espécies são importantes comercialmente e na pesca esportiva. Na pesca com isca artificial deve-se procurar manter a isca em movimento, porque o tucunaré pode pegar a isca 4 a 5 vezes antes de ser fisgado. Descrição: Atinge 16kg e 1,2 metro de comprimento, e é encontrado nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Piapara  

Leporinus obtusidens. Bacia do Prata. Na bacia do São Francisco ocorre o Leporinus elongatus também conhecido como piapara. Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e fusiforme. Coloração prateada, com três manchas pretas nas laterais do corpo, e nadadeiras amareladas A piapara alcança em média 40cm de comprimento total e 1,5kg, sendo que os indivíduos maiores chegam a 80cm e 6kg. Esta espécie pertence à família Anostomidae, que possui uma grande diversidade de gêneros e espécies com representantes em todas as bacias hidrográficas brasileiras, conhecidos como aracus (bacia amazônica), piaus (bacia Araguaia-Tocantins, Paraná e São Francisco), piavuçu, piava etc. É uma espécie bastante comum na bacia do Prata. Vive nos rios, em poços profundos e nas margens, na boca de lagoas e corixos. Espécie onívora, alimenta-se de vegetais e insetos, adultos e larvas. A grande maioria dos anostomídeos é onívora, alimentando-se preferencialmente de invertebrados e frutos, mas algumas espécies se alimentam exclusivamente de algas filamentosas, raízes de gramíneas ou de frutos/sementes pequenos. Atinge 6kg e 80cm de comprimento, e é encontrada nos estados de Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Piau-Três-Pintas ou Aracu Comum  

Leporinus friderici. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Peixe de escamas; corpo alongado e fusiforme (característica da família); boca terminal, um pouco inferior, com dentes incisivos e sem cúspides. A coloração é cinza, com três manchas arredondadas nos flancos, sendo a primeira na altura da nadadeira dorsal, a segunda entre a dorsal e a adiposa, e a terceira na base da nadadeira caudal. Alcança de 30 a 40cm de comprimento total e 1,5kg. Espécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente na margem de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras

Piavuçu  

Leporinus macrocephalus. Bacia do Prata. Peixe de escamas; corpo curto e grosso; boca grande e terminal. A coloração é cinza escuro, principalmente por causa da borda lateral escura das escamas. Indivíduos jovens podem apresentar barras transversais nos flancos; os adultos apresentam três manchas escuras, alongadas verticalmente, sendo a mais posterior algumas vezes difusa; indivíduos muito grandes não apresentam barras nem manchas. Alcança 60cm de comprimento total. Espécie onívora, com tendência a herbívora; pode ser capturada na beira e no canal dos rios, nas baías e a jusante de quedas d'água, principalmente nas proximidades da vegetação. No Pantanal, proporciona muita emoção nas pescarias de barranco. Chega a 5kg e é encontrado na região Centro-Oeste, além dos estados de São Paulo e Minas Gerais

Pintado  

Pseudoplatystoma corruscans. Bacias do Prata e São Francisco. Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, e esbranquiçada abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: pequenas, pretas e arredondadas ou ovaladas, espalhadas ao longo do corpo, acima e abaixo da linha lateral. Espécie de grande porte, pode alcançar mais de 1m de comprimento total. Espécie piscívora. Ocorre em vários tipos de hábitats como lagos, praias e canal dos rios. Realiza migrações de desova. É importante na pesca comercial e esportiva. Pode chegar a 80kg e 2 metros de comprimento e é encontrado na região Centro-Oeste do país, além dos estados de Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul.

Piracanjuba  

Brycon orbignyanus. Bacia do Prata. Peixe de escamas; corpo fusiforme de coloração prateada com reflexos esverdeados e nadadeiras vermelhas. Pode alcançar 1m de comprimento total e 5kg. Espécie herbívora, alimenta-se de frutos/sementes, flores e folhas. Vive tanto no canal dos rios quanto nas áreas próximas às margens e em locais de corredeiras. É um peixe muito esportivo e sua carne rosada é de excelente qualidade. Em algumas áreas, a captura dessa espécie está cada dia mais difícil. Atinge 5kg e 60cm de comprimento, e é encontrada nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Piranha Preta  

Sarrasalmus rhombeus. Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Peixe de escamas; corpo romboide e um pouco comprimido; mandíbula saliente e dentes afiados. A coloração é uniform escuras. Alcança 40cm de comprimento e é a maior piranha da Amazônia. A piranha preta ocorre em rios de águas claras e pretas e os indivíduos são solitários. Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados. O pescador deve ter muito cuidado ao manusear esse peixe, pois qualquer descuido pode acabar em acidente sério. Atinge 6kg e 80cm de comprimento, e é encontrada na região norte e central do país. em todas as regiões do país.

Piranha Caju ou Vermelha  

Pygocentrus nattereri. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata, São Francisco, açudes do Nordeste. Peixe de escamas; corpo rombóide e comprimido; focinho curto, arredondado, mandíbula saliente e dentes afiados. Entre todas as piranhas é a que possui o focinho mais rombudo. A coloração é cinza no dorso e avermelhada no ventre e na região inferior da cabeça; as nadadeiras peitoral, ventral e anal são alaranjadas. Alcança 30cm de comprimento total. A piranha vermelha é a espécie mais comum. Ocorre em lagos e lagoas de águas barrentas e vive em cardumes pequenos ou até com mais de 100 indivíduos. É uma espécie piscívora e, como forma grandes cardumes, pode ser perigosa em determinadas situações. Em algumas regiões, a piranha vermelha é bastante apreciada, principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco. O pescador deve ter muito cuidado ao manusear esse peixe, pois qualquer descuido pode acabar em acidente sério. Atinge 6kg e 80cm de comprimento, e é encontrada em todas as regiões do país

Piraputanga  

Brycon microleps. Bacias do Prata (B. microleps) e São Francisco (B. hilarii). Peixes de escamas; corpo alongado e um pouco comprimido. Logo após retirados da água a cor é amarelada, a nadadeira caudal é vermelha, com uma faixa preta que começa no pedúnculo caudal e chega até os raios centrais da nadadeira caudal. As demais nadadeiras são alaranjadas. As escamas do dorso são claras no centro, com as bordas escuras. Apresentam uma mancha umeral escura e arredondada. Alcançam cerca de 50cm de comprimento total e 2,5kg; indivíduos acima desse peso são raros. Tradicionalmente, a piraputanga da bacia do Prata tem sido identificada como Brycon hilarii, mas esse nome aplica-se apenas à espécie do rio São Francisco. Espécies onívoras, alimentam-se de peixes, frutos e sementes. Vivem em locais de corredeiras e nos remansos, embaixo de árvores frutíferas e próximos às plantas aquáticas. Têm importância comercial e esportiva. Atinge 3kg e 50cm de comprimento, e é encontrada nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Cachara ou Surubim

Pseudoplatystoma fasciatum. Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas. Espécie de grande porte, pode alcançar mais de 1m de comprimento total. Espécie piscívora, com preferência para peixes de escamas, mas, em algumas regiões, camarão também é um item importante na dieta. Ocorre em vários tipos de habitat como poços no canal dos rios, baixios de praias, lagos e matas inundadas. Realiza migração reprodutiva rio acima a partir do início da enchente. É importante na pesca comercial e esportiva. Pode alcançar 1,2m de comprimento e 20kg, e é encontrada em toda a região Norte e Centro-Oeste, além dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Curimbatá

Prochilodus ssp. Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins (P. nigricans), Prata (P. lineatus, P. scrofa, P. platensis) e São Francisco (curimatá-pacu P. marggravii, P. affinnis, P. vimboides). Foram introduzidas nos açudes do Nordeste. Peixes de escamas. A principal característica da família é a boca protrátil, em forma de ventosa, com lábios carnosos, sobre os quais estão implantados numerosos dentes diminutos dispostos em fileiras. As escamas são ásperas e a coloração é prateada. A altura do corpo e o comprimento variam com a espécie. Pode alcançar de 30 a 80cm de comprimento total dependendo da espécie. Espécies detritívoras, alimentam-se de matéria orgânica e microorganismos associados à lama do fundo de lagos e margens de rios. Realizam longas migrações reprodutivas. São capturadas em grandes cardumes, sendo espécies importantes comercialmente, principalmente para as populações de baixa renda. Chega a 8kg e 80cm. e é encontrado em toda a região Norte, Centro-Oeste, Nordeste, além dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Dourado 

Saliminus maxillosus, salminus brsiliensis. Bacia do Prata (S. maxillosus) e bacia do São Francisco (S. brasiliensis). Peixes de escamas. S. brasiliensis e S. maxillosus são bastante semelhantes, sendo que o primeiro, além de ser maior, apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados, enquanto o segundo é dourado com as nadadeiras alaranjadas. Cada escama apresenta um filete negro no meio, formando riscas longitudinais da cabeça à cauda, do dorso até abaixo da linha lateral. Podem alcançar mais de 1m de comprimento total e 25kg, mas exemplares desse porte são raros. S. maxillosus é o maior peixe de escama da bacia do Prata, conhecido como o rei do rio. Espécies piscívoras, predadores vorazes, alimentam-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas, principalmente durante a vazante quando os outros peixes migram para o canal principal. Nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas. Têm grande importância comercial e esportiva. Peixe predador e saltador, é conhecido por "rei do rio" e alcança 25kg de peso e 1 metro de comprimento. Pode ser encontrado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Jaú  

Paulicea luetkeni. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e em algumas bacias do Atlântico Sul. Amplamente distribuído na América do Sul, mas provavelmente existe mais de uma espécie recebendo este nome. Peixe de couro; grande porte, pode alcançar mais de 1,5m de comprimento total e 100kg. O corpo é grosso e curto; a cabeça grande e achatada. A coloração varia do pardo esverdeado claro a escuro no dorso, mas o ventre é branco; indivíduos jovens apresentam pintas claras espalhadas pelo dorso. Espécie piscívora. Vive no canal do rio, principalmente nos poços das cachoeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os cardumes de Characidae (especialmente curimbatá) que migram rio acima. Na Amazônia não é importante comercialmente, a carne é considerada "remosa", mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão de pesca pelos frigoríficos que exportam filé de jaú é muito grande e tem sido responsável pela queda da captura da espécie na Amazônia. Pode chegar a 100kg e 1,5 metro de comprimento e é encontrado nas regiões Norte e Centro-Oeste, além dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Lambari de Rabo Amarelo  

Astyanax ssp. Talvez seja o peixinho mais conhecido de todo Brasil. Muito bonito e muito ágil, gosta de viver nos rios de águas límpidas. Seja em Ubatuba, Itanhaém, Peruíbe, interior ou em qualquer outro local, pode ser achado com caerta facilidade. Possui 2 variações que são mais conhecidas: rabo amarelo e rabo vermelho. Dificilmente passa de 20cm; encontrado em todas as regiões do país

Mandi   

Pimelodus maculatus. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins (P. blochii), Prata (P. maculatus, P. ornatus), São Francisco e Atlântico Sul. Peixes de couro. Existem várias espécies de Pimelodus. A forma do corpo é bastante parecida: alto no início da nadadeira dorsal, afunilando em direção à cabeça e à nadadeira caudal. Uma característica comum do gênero é a presença de um acúleo forte e agudo nas nadadeiras dorsal e peitorais. O comprimento varia de 20-50cm, dependendo da espécie, e a coloração também varia com a espécie. O desenho é um Pimelodus maculatus. A coloração é parda na região dorsal, passando para amarelada nos flancos e branca no ventre. Apresenta 3 a 5 séries de grandes manchas escuras ao longo do corpo e pintas nas nadadeiras. Alcança cerca de 50cm de comprimento total. Nas bacias amazônica e Araguaia-Tocantins a espécie mais comum é o P. blochii. A forma do corpo é semelhante à do P. maculatus, mas a coloração é amarelada uniforme. O tamanho também é menor: 20-30cm. Peixes onívoros, alimentam-se de peixes, invertebrados, frutos/sementes e detritos. Vivem nos remansos das margens dos rios. Na Amazônia, P. blochii é um peixe muito comum na beira dos rios. Como é facilmente capturado com anzol, é importante para a pesca de subsistência. Mesmo sendo peixes pequenos, por causa da abundância, estas espécies são facilmente encontradas em mercados e feiras.

Matrinxã  

Brycon sp. Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg. Espécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.Peixe muito esportivo, chega aos 80cm e 5kg, estando presente nos estados da Amazônia, Acre e Rondônia.

Pacu - Pacu Comum  

Myleuss ssp. Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata e São Francisco. Peixes de escamas. Existem vários gêneros que recebem o nome de pacu. O corpo é alto e bastante comprimido; a forma é arredondada ou ovalada; a cabeça e a boca são pequenas; apresentam uma quilha pré-ventral serrilhada. Os dentes são fortes, cortantes ou molariformes, dispostos em uma ou duas fileiras em ambas as maxilas. Em algumas espécies, o primeiro raio da nadadeira dorsal é um espinho. As escamas são diminutas, dando um aspecto prateado. A coloração varia de espécie para espécie, mas normalmente são claros, podendo apresentar manchas variadas no corpo e nadadeiras coloridas. O tamanho varia de 15-30cm dependendo da espécie. Em geral as espécies são herbívoras, se alimentam de material vegetal e algas, com tendência a frugívoras. Algumas espécies podem ser encontradas em rios, lagos e na floresta inundada, outras em pedrais e corredeiras. São importantes na pesca de subsistência. Na Amazônia, M. duriventre (pacu-comum) forma cardumes e desce os rios para desovar, sendo importante na pesca comercial local. Pode atingir 1 metro de comprimento e até 20kg, e é encontrado em todas as regiões do país.

sexta-feira, 20 de março de 2009

PESCARIA NA REPRESA DE ITUVERAVA 19/03/2009


TUCUNARÉ DE 1,600KG ESSE NÃO VOLTOU PRA AGUA
MESMO PESCADOR ESPORTIVO, DE VEZ EM QUANDO UM
TUCUNARÉ ASSADO FAZ BEM...

segunda-feira, 16 de março de 2009

TUCUNARÉ ALBINO

Espécie muito bonita!
o site que foi retirado a foto é o Pesca Nordeste

terça-feira, 10 de março de 2009

LAGO VERDE





Pescador João Marciel - Linda tabatinga... clube de pesca lago verde...